PARTE 01
CAPÍTULO 01 /10
Açougueiro, criminoso e mafioso de sucesso.
De olhos vermelhos, de cabelos branquinhos, de orelhas compridas e peludas. Não, não é o coelhinho. Trata-se de um dos mais violentos, cruéis e mal interpretados mafiosos da história do mundo pós-moderno. Giovanni Tedesco, filho de Mariano Tedesco, Neto de Giuliano Tedesco e sobrinho de Flávio Feijão, é proprietário do açougue Novilho Transtornado, no centro de Curitiba. Mas não se trata de um açougue comum, e sim de um dos mais fantásticos centros de corte bovino do sul do mundo, com profissionais treinados, aptos a fornecer o melhor da carne vermelha direto para o seu prato.
Além disso, o Novilho Transtornado também serve de fachada para a principal atividade financeira de Giovanni. A máfia. Tedesco, também conhecido na boca miúda como Teddy, gerencia um engenhoso sistema de jogo do bicho, negociação de produtos oriundos do mercado negro e prostituição. Ele ganhou destaque nesse último setor após inserir no mercado brasileiro o dois engenhosos sistemas, o "Rifa Puta" e o "Consórcio de Puta". Com preços de banana, o interessado em sexo fácil e sem compromisso pode comprar uma cartela, com a foto, medidas e nome de guerra de uma profissional do amor. Muitos se interessaram pela chance de conseguir tanto com apenas "um beijaflor de entrada", como dizia o slogan dos panfletos.
Aquele consumidor mais desconfiado, podia investir na outra iniciativa de Teddy, o "Consórcio de Puta". Com investimentos baixíssimos de R$ 15,00 mensais, muitos torciam para serem contemplados, todo dia 7 do mês. Barulhentas multidões se acumulavam em frente ao açougue, e inúmeras vezes foram responsáveis por verdadeiras batalhas épicas após o anúncio dos carnês sorteados. A verdade é que a chegada de Teddy, em meados de 1997, transformou o submundo curitibano. A capital paranaense, conhecida por seus crimes singelos e terminais de ônibus repletos de deliquentes mal trajados, transformou-se em uma das metrópoles do banditismo internacional.
Giovanni Tedesco, Teddy Batatatinha, era o maior e mais temido criminoso da capital. Entretanto, essa verdade inquestionável passou a ser a balançar recentemente. Desde o dia 1.º de janeiro, quando um certo destemido justiceiro implacável botou os pés no terminal de ônibus do Guadalupe pela primeira vez.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
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